sábado, 6 de julho de 2013

Mundial Sub-20 - Turquia 2013 - Grupo D



Grupo D

Grécia
México
Paraguai
Mali

Kostas Tsanas convocou jogadores que se destacam mais pela imposição física do que pela qualidade técnica, jogam com muita disciplina tática, com uma defesa forte, busca nos contra-ataques surpreender os adversários. Nos três jogos da primeira fase foram uma vitória e dois empates, Tsanas mudou muito o time mas deu para perceber uma base. No gol Stefanos Kapino é incontestável, na seleção desde o Sub-17, o gigante de 1,96 atua num dos maiores times do país, o Panathinaikos. Os gregos têm muitas expectativas de que ele seja um goleiro para não preocupar a seleção principal por anos. A defesa é formada por Mavroudis Bougaidis e Kostas Triantafyllopoulos, na direita Dimitrius Kourbelis e Nikos Marinakos se revezam de uma partida para outra. Na esquerda o titular absoluto é o ótimo lateral-esquerdo Kostas Stafylidis, único desse time que já atua fora do país, joga no Bayer Leverkusen, da Alemanha.

Charalampos Lykogiannis, o popular Charis, é boa cria da base do Olympiacos, tem uma certa qualidade técnica para um zagueiro. Dmitrio Konstantinidis e Panagiotis Mpallas são os dois encarregados do serviço sujo no meio-campo, o primeiro, inclusive, é zagueiro de origem. Com a 10, jogando mais centralizado, Dimitrios Kolovos é referência técnica do time. Pelos lados Giannis Gianniotas e Dimitrios Diamantakos (que é centro-avante de origem) se desdobram e se revezam, trocando os lados constantemente. Mais a frente Andreas Bouchalakis é o matador. Quando o camisa oito Spyridon Fourlanos entra, o time varia para o 4-2-2-2 ou até mesmo para um 4-1-4-1. Contra o México esse 4-2-3-1 com variações que confundem o adversário deu certo, Bouchalakis e Kolovos no finalzinho, deram a vitória para os gregos.

O México vem com a base campeã Sub-17 em 2011, quando o país sediou a competição, a final contra o Uruguai foi empolgante. Ainda que tenha mudado alguns jogadores, o time titular conta com os principais atletas da categoria anterior, mostrando que o trabalho tem sido bem feito, uma vez que a maioria segue na luta para conseguir um lugar ao sol no futebol profissional. Alguns dos convocados já tiveram experiência no futebol americano, Julio Morales joga na filial do Chivas na MLS. O treinador Sergio Almaguer escala o time no esquema da moda, o 4-2-3-1. No gol o titular absoluto é Richard Sánchez, que nasceu nos Estados Unidos. José Abella, Antonio Briseño, Bernardo Hernández e Hedgardo Marín,  formam a linha de quatro defensiva.

 Carlos Treviño e Uvaldo Luna não são jogadores especificamente de marcação, dava para notar um certa dificuldade. Talvez por isso, Almaguer tenha escalado José Van Rankin (descendente de holandeses) e Armando Zamorano, o que não impediu a segunda derrota no Mundial. Os três meias são Jorge Espericueta, canhoto que joga aberto pela direita, apesar de jogar com a nove, Marco Bueno é quem atua centralizado e pela direita quem joga é Arturo González. Na frente Jesús Corona, apesar de baixinho, dá trabalho mesmo não tenho características de centro-avante. Até por isso, Jesús Escoboza foi titular e entrou em todas as partidas, nesse caso quem paga o pato é González, Corona é recuado e faz o lado direito. Guillermo Madrigal é quem possui as características de centro-avante rompedor, mas teve poucas chances.

Víctor Genes escala o Paraguai com três zagueiros, até para aproveitar a fartura de bons zagueiros de que dispõe. Júnior Alonso, Gustavo Gómez e Matías Pérez formam esse trio. No gol o promissor Diego Morel não deixa chances aos concorrentes. Miller Marecos é o ala pela direita, Robert Pires e Angel Cardozo se preocupam mais com a marcação, uma vez que Tonny Sanabria, de apenas 17 anos, tem liberdade para atuar pela esquerda, o jogador do Barcelona vai bem em jogadas de velocidade, cortando para o meio no melhor estilo Neymar. Jorge Rojas, meia do Benfica, é o jogador mais criativo, responsável por municiar bem os atacantes Derlis González e Brian Montenegro. Ambos não são intocáveis, o troncudo Cláudio Correa - que assim como González também pertence ao Benfica - Cecílio Domínguez e Juan Villamayor entram com frequência.

A classificação para a segunda fase poderia ser considerada um alento para o futebol paraguaio, que vai mal das pernas nas Eliminatórias para a Copa de 2014. Só que a derrota para o Iraque na prorrogação das oitavas foi um balde de água fria. Ao menos no âmbito de clubes o Paraguai está perto de mais uma final continental. O Olimpia fez 2 a 0 no jogo de ida das semifinais e provavelmente deve conseguir a vaga na decisão para continuar em busca do seu quarto título da Libertadores. Genes e todos os amantes de futebol no Paraguai querem é que os prodígios do Benfica e o talento do Barcelona prosperem. E essa obsessão do Benfica por paraguaios tem muito a ver com o sucesso de Óscar Cardozo, que é cobiçado por times como o Manchester City, por exemplo.

A seleção do Mali já não vinha mesmo com grandes aspirações para esse Mundial Sub-20. Tanto a seleção principal como a de base despertam curiosidade daqueles que gostam de um futebol ofensivo. Muito porque o estilo nato dessa seleção jogar é atraente. Dos 21 convocados por Moussa Keitá, cinco jogam fora do país. Três na França, um na República Democrática do Congo (TP Mazembe) e um na Albânia. Tiécoro Keitá e Adama Niané são os mais comentados dessa seleção. Niané não afinou e deixou sua marca no empate contra o Paraguai. Porém, a goleada de 4 a 1 sofrida contra o México acabou de vez com as chances de classificação como um dos quatro melhores terceiros colocados no índice técnico. Experiência boa para esses jogadores, alguns terão idade para disputar o próximo Mundial, daqui há dois anos.

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